segunda-feira, 30 de junho de 2008

Xanadu

Produção da Universal (1980), dirigida por Robert Greenwald e estrelada por Olivia Newton John, Gene Kelly , Michael Beck e Matt Lattanzi. Remake do filme da Columbia "Quando os Deuses Amam" com Rita Hayworth neste veículo para o estrelato de Olivia Newton John.
Olivia faz uma uma musa que que serve de fonte de inspiração de um artista e os dois acabm se envolvendo afetivamente. O filme foi um fracasso na época , mas sua trilha teve vários hits como a canção título e "Magic". Foi também o último filme do lendário Gene Kelly, que tem uma despedida a altura da sua mítica figura injetando seu habitual dinamismo. A fita exibe uma visão romântica da Los Angeles do início da década de oitenta, que encanta.Um filme festa que faz o espectador sair levinho depois da sessão de cinema.

sexta-feira, 27 de junho de 2008

Anthony Quinn

Anthony Quinn foi um original o estrelato demorou mas quando chegou transofrmou Quinn num dos maiores nomes do cinema no século vinte. Ganhador de dois Oscars como coadjuvante por "Viva Zapata" de Elia Kazan com Marlon Brando e "Sede de Viver" de Vincente Minnelli com Kirk Douglas, alternou sua filmografia em produções de Hollywood e ao redor do mundo.
Um de seus últimos trabalhos "Oriundi" de Ricardo Bravo, foi filmado em Curitiba e tem uma cena memorável com o falecido Paulo Autran. O papel que é mais lembrado é o de Zorba em "Zorba, o Grego" de Michael Cacoyannis com Alan Bates e Lila Kedrova. Quinn começou no cinema em 1936 e filmou até 2001 o ano de sua morte. Uma filmografia rica de interpretações inesquecivéis e desafios daquele que tinha um gosto enorme pela vida e pela arte e isto era transmitido para seus personagens. Quinn herói ou vilão, coadjuvante ou galã foi sem dúvida um dos grandes astros do cinema surgidos no século passado. Pois em seus desempenhos via-se um mestre na arte de representar.

quinta-feira, 26 de junho de 2008

Ingrid Bergman

Ingrid Bergman sempre foi uma mulher autêntica e avançada para sua época. Teve um célebre casamento com diretor italiano Roberto Rossellini que começou de uma admiração sua pela obra do mestre. A ousadia provocou prejuízos na carreira a grande estrela de Hollywood dos anos quarenta passou um período de ostracismo na Europa. Renascendo em "Anastácia, a Princesa esquecida", quando Hollywood a perdoou. Foram três Oscars, em uma carreira de 47 filmes para o cinema, um currículo em que estrelou em produções ao lado de grandes nomes da época.
Alguns de seus principais trabalhos: "Intermezzo", na Suécia e nos Estados Unidos, "O Médico e o Monstro", "Casablanca', "Por Quem os Sinos Dobram", "Os Sinos de Santa Maria", "Interlúdio",
"Joana D'Arc", "Indiscreta", "A Morada da Sexta Felicidade", "Flor de Cacto", "Assassinato no Expresso Oriente" e "Sonata de Outono",dirigida por Ingmar Bergman em seu último filme.
Ingrid faleceu em Londres no mesmo dia em que nasceu. Ela nos deixou marcantes desmpenhos nas telas. Seus filmes a eternizaram como uma mulher moderna que até hoje segue de exemplo para as novas gerações.

quarta-feira, 25 de junho de 2008

A Pantera Cor-de-Rosa

Produção da United Artists (1964), dirigida por Blake Edwards e estrelada por David Niven, Peter Sellers, Robert Wagner, Capucine e Claudia Cardinale. Filme que introduziu o famoso personagem dos desenhos animados da TV assim como a música de Henry Mancini, que virou tema de Peter Sellers. O filme foi rodado em locação em Roma, Cortina D'Ampezzo e Paris, para garantir a presença de Claudia Cardinale em sua primeira produção "Made in Hollywood". Foi o primeiro filme Americano de Claudia Cardinale e Peter Sellers. O enredo é sobre um policial desastrado Clouseau (Sellers) que vai a vários eventos da alta sociedade européia para localizar um ladrão sofisticado chamado "Fantasma" (Niven), que está atrás do diamante "A Pantera Cor-de -Rosa", ele também é amante da esposa de Clouseau. Comédia maluca com muito pastelão foi a fita que tornou Peter Sellers ,astro de primeira grandeza. Sellers ainda interpretaria o inspetor Clouseau mais quatro vezes. Recentemente, houve um "prequel" com Steve Martin, entretanto apesar de Martin ser um talentoso comediante, a nova "Pantera" é sem graça não passa o clima de festa da original de 1964. E não tem a direção e o roteiro assim como o elenco altamente inspirados. Em "A Pantera Cor-de-Rosa é uma comédia que atinge plenamente seus objetivos e é sempre um prazer rever esta película. Que sem dúvida nenhuma é uma das melhores já produzidas na história do cinema

terça-feira, 24 de junho de 2008

Rita Hayworth

Rita Hayworth ficou conhecida como a "Deusa do Amor" ela que foi o maior simbolo sexual do cinema Americano dos anos quarenta. Rita estreou em 1935 em "Sob o Luar dos Pampas" tendo um pequeno papel. Entretanto o estrelato só chegou em 1941 em "Sangue e Areia" ao lado Tyrone Power, Linda Darnell e Anthony Quinn. Rita tornou-se super estrela em 1946 na produção "Gilda" de Charles Vidor ,um dos muitos filmes que seu parceiro foi Glenn Ford. Dai em diante foi uma carreira de altos e baixos. Seu único filme com o marido Orson Welles : "A Dama de Xangai", resultou num fracasso que com o passar do tempo foi adquirindo respeitabilidade. Com Frank Sinatra e Kim Novak esteve em "Meus Dois Carinhos", que Sinatra lhe dedica a canção: "The Lady Is a Tramp". Com o marido James Hill, esteve em produções com grandes nomes do cinema como em "Vidas Separadas" de Delbert Mann com Deborah Kerr, David Niven e Burt Lancaster e ainda no fracassado "O Sètimo Mandamento" de George Marshall com Rex Harrison. Um encontro nostálgico com John Wayne e a jovem Claudia Cardinale em "O Mundo do Circo" de Henry Hathaway. Casamentos fracassados e alcóol contribuiram para a decadência da carreira de Rita Hayworth. Seu último filme foi "A Ira Divina" de Ralph Nelson ao lado do amigo Robert Mitchum. Rita faleceu em 1987 vítima do "Mal de Alzheimer", contudo para uma imensa legião de fãs, nunca houve uma mulher como Rita, que com seu carisma e sensualidade ficou mundialmente conhecida como "A Deusa do Amor".

segunda-feira, 23 de junho de 2008

Humphrey Bogart

Humphrey Bogart faleceu em 1957, ou seja há 51 anos. Nenhum ator melhor que ele representa Hollywood. O estrelato demorou só depois de onze anos em 1941 no cinema que Bogart torna-se astro em "Relíquia Macabra". Astro de inúmeros sucessos como "Casablanca", "Uma Aventura na Martinica", "À Beira do Abismo", Paixões em Fúria" e "O Tesouro do Sierra Madre".
Em 1952 foi premiado com o Oscar de Melhor Ator por sua atuação em "Uma Aventura na Àfrica". Nos anos cinquenta esteve em "O Diabo Riu por Último", "Sabrina" e "A Condessa Descalça". Despediu-se da tela prateada em "A Trágica Farsa". Foi vencido por câncer, deixando viúva sua companheira, Lauren Bacall. Verdadeiro mito de hollywood foi homenageado por vários artistas como Woody Allen em "Sonhos de um Sedutor" e Neil Simon em "O Detetive Desastrado".

sexta-feira, 20 de junho de 2008

Jerry Lewis

Jerry Lewis foi no auge da carreira um dos mais brilhantes comediantes surgidos no cinema Americano. Foi para os anos sessenta o mesmo que significou Charles Chaplin para o cinema mudo e Mel Brooks para a década de setenta. Estreou em 1949 no cinema em"Amiga da Onça",primeiro de uma longa parceria de 16 filmes com Dean Martin. Em "Artistas e Modelos" de Frank Tashlin com a jovem Shirley MacLaine como seu interesse romântico em que Jerry faz um fã de histórias em quadrinhos,é uma crítica bem humorada aos veículos de massa e seu fascínio perante o público da época. Em "Ou Vai ou Racha" de Frank Tashlin, Jerry e Dean Martin dividem um prêmio que ir a Hollywood conhecer Anita Ekberg. Martin e Lewis se envolvem em muitas confusões. Com o fim da dupla, pensou-se que Jerry por não ser o galã sua carreira sofreria com isto. Mas ao contrário, Jerry inclusive satirizou a ausência de Martin em "O Professor Aloprado" dirigido por Lewis com Stella Stevens, versão em tom de comédia de "O Médico e o Monstro". Nesta película Jerry interpreta um professor desastrado que se transforma em um galante sedutor, graças a uma invenção de sua autoria.
Lewis foi aclamado principalmente pelos críticos franceses, nos Estados Unidos apesar de ser cosniderado um lendário comediante não atingiu o status que obteve na França, onde inclusive rodou dois filmes. No Brasil, Jerry Lewis sempre foi muito popular e querido por seus fãs e mostrou talento em produções sérias como "O Rei da Comédia" de Martin Scorsese com Robert De Niro, "Arizona Dream" com Johnny Depp e Faye Dunaway e "Rir é Viver" de Peter Chelsom com Oliver Platt e Leslie Caron. Jerry Lewis, é muito mais que um magnífico comediante é um gênio do cinema como Charles Chaplin Buster Keaton, Woody Allen e Mel Brooks que brilhavam na frente e atrás das câmeras.

quinta-feira, 19 de junho de 2008

Quanto Mais Quente Melhor

Produção da United Artistis (1959), dirigida por Billy Wilder e estrelada por Marilyn Monroe, Tony Curtis, Jack Lemmon, George Raft, Pat O'Brien, Joe E. Brown e Joan Shawlee.
O roteiro de Billy Wilder e I. A. L. Diamond conta a história de dois músicos, na Chicago da Lei Seca, que presenciam o massacre no Dia dos Namorados. Para não serem pegos pelos gânsgteres, eles fogem para a Florida em uma Orquestra de Moças. Atuações memoravéis de Marilyn, Tony e Jack. O elenco coadjuvante também está perfeito em especial Joe E. Brown como um milionário aposentado. A frase final ficou famosa, mas se tratando de "Quanto Mais Quente Melhor" tudo funciona graças a uma soma de fatores:a condução sempre talentosa de Billy Wilder e um elenco bem entrosado que acabam produzindo aquela que foi eleita pelo American Film Insititute como a melhor comédia de todos os tempos.

quarta-feira, 18 de junho de 2008

Cyd Charisse

Cyd Charisse foi uma atriz e dançarina que nos deixou dia 17 deste mês. Foi grande estrela da era de ouro dos musicais da Metro. Estreou no cinema com o nome de Lily Norwood em "Missão em Moscou" uma fita estrelada por Don Ameche. Mas só foi reconhecida com pequeno e marcante papel em "Cantando na Chuva" ao lado de Gene Kelly. Kelly ainda seria seu parceiro em "A Lenda dos Beijos Perdidos" com Van Johnson e "Dançando nas Nuvens" com Dan Dailey.
Outro grande astro do musical que atuaria ao lado de Cyd, é Fred Astaire em "A Roda da Fortuna" e "Meias de Seda", versão musical de "Ninotchka" com músicas de Cole Porter.
Cyd em sua carreira cinematográfica ainda na década de cinquenta ainda atuaria ao lado de Stewart Granger em "A Marca do Renegado", Robert Taylor em "A Bela do Bas-Fond" e Rock Hudson em "Turbilhão de Paixões". Com a crise no gênero musical e no star system, seus projetos seguintes foram fora de Hollywood. Filmou na Europa e ocasionalmente em Hollywood, como em "A Cidade dos Desiludidos" com Kirk Douglas e Edward G. Robinson, continuação do clássico "Assim Estava Escrito" e "O Agente Secreto Matt Helm" com Dean Martin.
Cyd não parou de trabalhar nos anos setenta e oitenta alternou trabalhos em telefilmes ou como convidada de séries de grande sucesso como "A Ilha da Fantasia" em que estrela ao lado da novata Michelle Pfeiffer. Sua última participação no cinema foi na produção italiana, "Visioni Privati". Depois foram suas aparições foram esporádicas geralmente em eventos de moda.
Cyd deixa uma obra respeitável ,suas atuações colocaram-na no Olimpo daqueles artistas que glorificam a sétima arte. Como atriz e dançarina, Cyd foi sublime e ela como todas as deusas das telas, encantáva-nos e nos fazia sonhar com o belo que caracterizava em suas performances.

terça-feira, 17 de junho de 2008

E O Vento Levou

Produção da MGM (1939), dirigida por Victor Fleming e estrelada por Clark Gable, Vivien Leigh, Leslie Howard, Olivia de Havilland, Hattie McDaniel, Thomas Mitchell, Barbara O'Neil, Victor Jory e Evelyn Keyes. Em um ano de ouro para o cinema norte-americano, "E O Vento Levou" produção de David Selznick foi o grande vencedor do Oscar de 1940. Um triunfo enorme e por décadas campeão de bilheteria só perdeu a liderança em 1965, quando foi superado por "A Noviça Rebelde" de Robert Wise. Este triunfo, pela primeira vez na história um artista negro (McDaniel) recebeu um Oscar,além de mais sete estatuetas. Nos bastidores se Clark Gable era uma unaminidade como Rhett Butler, já a disputa por Scarlett O'Hara causou o maior sensação, envolvendo nomes consagrados como Joan Crawford e Paulette Goddard até novatas como Susan Hayward e Lana Turner. Finalmente a escolhida foi a britânica, até então desconhecida, Vivien Leigh e sua performance a elevou a condição de super-estrela. Um filme que sempre encanta, em um tipo de cinema que influencia produções contemporâneas como as do falecido, Anthony Minghella. O cinema se reinventa buscando no passado as suas novas idéias. Em tempos de cinema digital e efeitos especiais, aqui o roteiro bem elaborado de Sidney Howard é um plus, cuja adaptação do livro de Margaret Mitchell, que relata a guerra da Secessão : entre o Sul pobre e o Norte rico dos Estados Unidos, contando com performances inspiradas que tornam "E O Vento Levou", o clássico dos clássicos. Era o auge do sistema de estúdio e as estrelas e os filmes ficavam mais em nossas recordações bem ao contrário de hoje em dia em que tudo é descartável. Esta fita revolucionou o cinema de sua época e por muitas décadas foi a mais vista e sempre teve alta audiência em suas exibições na TV. Relembre, conheça e curta uma época em que éramos brindados como magníficas performances e belas histórias. Acima de tudo delicie-se com "E O Vento Levou".

segunda-feira, 16 de junho de 2008

Gene Hackman

Gene Hackman é um dos melhores atores do cinema. Faz heróis ou vilões com mesma qualidade em um repertório longo e variado. Ganhador de dois Oscars como ator principal em "Operação França" de William Friedkin e "Os Imperdoáveis" de Clint Eastwood como coadjuvante. Seu começo na tela prateada foi em pequenos papéis estreando em "O Terror de uma Cidade" de Burt Balaban, quem lhe daria a grande chance seria Warren Beatty em "Bonnie e Clyde" de Arthur Penn. Dai em diante tornou-se um dos maiores astros do cinema americano dos anos setenta. Esteve em :"O Destino do Poseidon", "Espantalho", "Superman" criando um inesquecível Lex Luthor. Nos anos oitenta esteve em "Reds" de Warren Beatty, "Duas Vezes na Vida" contracenando com Ann-Margret e Ellen Burstyn, "A Outra" de Woody Allen com Gena Rowlands e Mia Farrow e no clássico "Mississipi em Chamas" que lhe deu nova indicação ao Oscar. Nos anos noventa, Hackman atuou em um pequeno e fundamental papel em "Lembranças de Hollywood" de Mike Nichols com Meryl Streep, "A Firma" de Sydney Pollack com Tom Cruise,"A Gaiola das Loucas"de Mike Nichols com Robin Williams, "Fugindo do Passado" de Robert Benton com Paul Newman e Susan Sarandon. Nos anos dois mil,diminuiu um pouco o ritmo em 2003 na cerimônia do Globo de Ouro, recebeu o prêmio Cecil B. DeMille,pelo conjunto da obra e no ano seguinte estrelou "Uma Eleição Muito Atrapalhada", ao lado do comediante Ray Romano,sua última película até a presente data. Hackman é comparado com o lendário Spencer Tracy pela naturalidade de suas performances,é uma bela comparação pois ambos são de uma espécie de interprétes incapazes de oferecer um performance que não seja memorável. Torcemos, reencontrar o talentoso Hackman em novos projetos nas telas de cinema, enquanto isto não ocorre desfrutaremos revendo seus filmes em DVD,alugando ou comprando,mas sempre prestigiando sua rica e diversificada filmografia.

quinta-feira, 12 de junho de 2008

Dyan Cannon

Dyan Cannon é um exemplo de como amadurecer com serenidade e paz. Dyan começou sua carreira, em seriados de tv no final da década de cinquenta. E no ano de 1960 estreava no cinema em "O Rei dos Facínoras". Porém o estrelato não foi imediato, Dyan continuou trabalhando na televisão até que o ìcone de Hollywood, Cary Grant, a viu em uma série televisiva e se apaixonou por ela. De 1965 a 1968 estiveram casados.O casal teve Jennifer em 1966. Após a separação veio o estrelato em "Bob, Carol, Ted e Alice" de Paul Mazursky com Natalie Wood e Robert Culp, este grande sucesso sobre a troca de casais tema ousado para a época. Tornou Dyan uma das atrizes mais requisitadas da década de setenta, além de dar a ela sua primeira indicação ao Oscar. Nos anos setenta esteve em "O Golpe de John Anderson" de Sidney Lumet com Sean Connery, "O Fim de Sheila" de Herbert Ross com Raquel Welch e James Mason. Tamanha sua popularidade que esteve em "A Vingança da Pantera-Cor-de-Rosa" de Blake Edwards com Peter Sellers,pela última vez interpretando Clouseau e "O Céu Pode Esperar", obra-prima do ator-diretor Warren Beatty.
Nos anos oitenta destacou-se mais na televisão como na minissérie "O Brilho do Poder" em que seu personagem uma matriarca octogenária relembra sua saga que começou atrás de diamantes na Àfrica. A minissérie é baseada no romance de Sidney Sheldon, "O Reverso da Medalha". Contracenou com Al Pacino em "Autor em Família" de Arthur Hiller e Michael Caine em "Armadilha Mortal"de Sidney Lumet. Na década de noventa sua participação em "Dois Parceiros em Apuros" ,como o interesse romântico de Walter Matthau,é um de seus bons momentos nesta inspirada comédia em que sua forma esta exuberante. Em um dos últimos trabalhos da dupla Jack Lemmon e Walter Matthau. Diminuiu o ritmo nos anos dois mil,mas esteve graciosa em "O Clube da Feliz Idade", interpretando uma jovial mulher madura que encontra o amor mesmo não sendo como ela idealizava. Para Dyan que com mais de 70 anos de idade e 50 de carreira ela passa uma vitalidade agregada em suas performances que os cinéfilos agradecem. Obrigado, Dyan!

quarta-feira, 11 de junho de 2008

Férias de Amor

Produção da Columbia (1955), dirigida por Joshua Logan e estrelada por William Holden, Kim Novak, Betty Field, Susan Strasberg, Cliff Robertson, Arthur O' Connell e Rosalind Russell.
Adaptação da peça, Prêmio Pulitzer, de William Inge para o cinema. No teatro foi o casal central foi intepretado pelos novatos Paul Newman e Joanne Woodward. Esta versão cinematográfica tornou-se clássica sendo um dos marcos da década de cinquenta. O roteiro de Daniel Taradash, relata a chegada de um forasteiro (Holden) em uma cidade do interior do Kansas pela manhã em um piquenique anual do "Dia do Trabalho". Lá sua presença altera a vida de vários habitantes.
Inclusive de uma Rainha da Beleza, noiva de seu ex-colega (Robertson) ao qual Holden veio trabalhar em sua empresa. Estréia no cinema do diretor Joshua Logan e do ator Cliff Robertson.
As atuações são convincentes, Kim nunca esteve tão bela e apesar da diferença de idade sua química com Holden funciona. Rosalind Russell deixou de receber uma indicação ao Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante por se recusar a ser creditada como coadjuvante. Nos créditos, Rosalind aparece creditada como participação especial. A música "Moonglow" foi um dos maiores sucessos da época. Um clássico que sempre vale a pena rever ou ver pela primeira vez.

terça-feira, 10 de junho de 2008

James Garner

James Garner nunca foi um super-astro, mas isso não impediu de construir uma consistente carreira no cinema e na televisão. Estreou em 1956 em "Rumo ao Desconhecido" de Mervyn LeRoy com William Holden. Começou a ser notado após sua atuação em "Sayonara" de Joshua Logan com Marlon Brando. Sua persona no cinema é o magnata de bom coração e conquistador que representou nas fitas "Amor de Milionário" de Joseph Pevney com Natalie Wood e "Simpático, Rico e Feliz" de Arthur Hiller com Lee Remick. Nos anos sessenta atuou em vários gêneros alternou sua participações em produções distintas como: "Infâmia" de William Wyler com Audrey Hepburn e Shirley MacLaine abordando o delicado tema do lesbianismo um tema ousado para a época, "Fugindo do Inferno" de John Sturges com Steve McQueen um dos grandes campeões de bilheteria da década, o suspense "36 Horas" de George Seaton com Eva Marie Saint e Rod Taylor e aquela que considera sua melhor performance "Nâo Podes Comprar o Meu Amor " de Arthur Hiller com Julie Andrews. No mesmo período ainda esteve em "Grand Prix" de John Frankenheimer com Yves Montand e Eva Marie Saint, em um clássico para os amantes do automobilismo. Na década de setenta atuou no seriado de grande sucesso "Arquivo Confidencial".
E voltou ao cinema em grande estilo em "Vitor ou Vitória ?" de Blake Edwards com Julie Andrews. Alternando entre cinema e televisão, recebeu sua única indicação para o Oscar em "O Romance de Murphy" de Martin Ritt com Sally Field. Recentemente esteve em "Divinos Segredos" com Ellen Burstyn e Sandra Bullock e o notável "Diário de uma Paixão" com Gena Rowlands.
Garner, ainda em atividade é um ator que seja no cinema ou na tv, frequentemente tem nos brindado com belos desempenhos. E a maior prova disso é que ele possui uma valorosa filmografia.

segunda-feira, 9 de junho de 2008

Anne Bancroft

Anne Bancroft foi uma das maiores atrizes do cinema. Era versátil e obteve cinco indicações ao prêmio Oscar. Foi premiada com a estatueta em 1963, por sua atuação em "O Milagre de Anne Sullivan", adaptação da peça da Broadway de William Gibson, dirigida por Arthur Penn em que tem memorável desempenho. Quando estreou em 1952 em "Almas Desperadas" com Richard Widmark e Marilyn Monroe em seu primeiro papel dramático. A Fox só a colocova em sua maioria em produções B. Bancroft ficou descontente e voltou para o teatro. Nos palcos, sua atuação em "Dois na Gangorra" chamou a atenção de Arthur Penn que a convidou para retornar a Hollywood. Depois do Oscar estrelou filmes que receberam elogios da crítica ,mas foram mal de bilheteria como : "Crescei e Multiplicai-vos"de Jack Clayton, "Uma Vida em Suspense" de Sydney Pollack e "Sete Mulheres" de John Ford. A virada aconteceria , quando Doris Day recusou o papel de Mrs. Robinson em "A Primeira Noite de um Homem", Anne a substituiu. Foi seu maior sucesso e o papel que é mais lembrada e daí em diante sua carreira foi marcada por belos trabalhos como por exemplo: "Momento de Decisão" em que contracena com Shirley MacLaine e "Agnes de Deus" contracenando com Jane Fonda. Estas fitas lhe deram indicações ao Oscar. Seu último trabalho foi em uma comédia ao lado de Sigourney Weaver ,"Doce Trapaça". Quando faleceu em 2005, a sétima arte ficaria sem uma de suas mais versateís atrizes, que com sua garra e determinação sempre ofereceu desempenhos memoravéis, se destacando mesmo quando o material era inferior ao imenso talento que possuía.

sexta-feira, 6 de junho de 2008

Bing Crosby

Bing Crosby começou como cantor no cinema em musicais na década de trinta. Nos anos quarenta virou comediante e recebeu um Oscar por um papel sério em "O Bom Pastor" de Leo McCarey. Nos anos cinquenta já consagrado contracenou com grandes nomes daquele período como: Jane Wyman,Danny Kaye, Grace Kelly, William Holden, Frank Sinatra. Desde os anos quarenta até os anos sessenta fez parte de uma parceria bem sucedida com Bob Hope. Atuou na televisão com Julie Andrews em início de carreira e na música em uma de suas últimas performances cantou ao lado de David Bowie. Bing, foi versátil e foi o ídolo da voz em Hollywood até a chegarem Frank Sinatra e Elvis Presley. Um verdadeiro talento cantando "True Love" em "Alta Sociedade" para Grace Kelly é um dos momentos marcantes da história do cinema que estão na rica filmografia de Bing Crosby. Liberal, era amigo pessoal do Presidente John Kennedy. Seja no cinema, na televisão e na música, Bing foi um artista excepcional. Tal como Sinatra, quando morreu em Madri, na Espanha, há 31 anos já era lendário.

quinta-feira, 5 de junho de 2008

Confidências à Meia-Noite

Produção da Universal (1959), dirigida por Michael Gordon e estrelada por Rock Hudson, Doris Day e Tony Randall. Sendo coadjuvantes: Thelma Ritter, Nick Adams e Marcel Dalio. Um dos grandes sucessos de bilheteria de 1959. Primeiro trabalho de Rock Hudson ao lado de Doris Day. Eles se tornariam na época dupla mais popular do cinema Americano. Ainda renovariam a parceria em mais dois filmes: "Volta Meu Amor" de Delbert Mann e "Não me Mandem Flores" de Norman Jewison. Nesta película Rock Hudson é um compositor mulherengo que divide a linha do telefone com a decoradora de interiores, Doris Day. Quando Hudson vê Day pessoalmente ele finge ser um milionário Texano e começa a corteja-la. Tanto Rock Hudson como Doris Day estavam pela primeira vez numa comédia e o resultado é muito bom. Na década seguinte Hudson e Day estrelaram outros projetos semelhantes, mas é aqui que a fórmula funciona perfeitamente. A Química entre o trio principal proporciona belos momentos no filme. A música da abertura "Pillow Talk" na voz de Doris Day foi um grande sucesso. O roteiro original de Stanley Shapiro e Maurice Richlin recebeu o Oscar em 1960.
Um clássico do cinema, entretanto a idéia de guerra dos sexos não é nova no cinema. Já na década de trinta, Cary Grant e Katharine Hepburn saiam-se bem neste gênero, como por exemplo no clássico de Howard Hawks : "Levada da Breca". Entretanto, Rock Hudson e Doris Day deram um novo colorido a esta produção. Divirta-se com uma das duplas mais famosas do cinema em "Confidências à Meia- Noite". E apreciem este belo espetáculo!

quarta-feira, 4 de junho de 2008

Mel Ferrer

Mel Ferrer teve o auge de sua carreira na década de cinquenta quando conheceu e se casou com Audrey Hepburn. Uma união que duraria quatorze anos, o casal contracenaria em "Guerra e Paz" de King Vidor com Henry Fonda. Mel teria uma ponta em um filme de Audrey, "Quando Paris Alucina" de Richard Quine com William Holden. Para Audrey , Mel ainda atuaria atrás das câmeras em " A Flor Que Não Morreu " um projeto que inicialmente seria dirigido por Vincente Minnelli e estrelado por Pier Angeli e produziria "Um Clarão nas Trevas" que proporcionou a quinta indicação ao Oscar para Audrey.Na década de cinquenta participou de fitas importantes como " O Diabo Feito Mulher" com Marlene Dietrich, "As Estranhas Coisas de Paris"com Ingrid Bergman, "Lili", "Os Cavaleiros da Távola Redonda", "Scaramouche" e "E Agora Brilha o Sol", baseado na obra de Ernest Hemingway com Tyrone Power,Errol Flynn e Ava Gardner. Nos anos sessenta foi dirigido por Roger Vadim e contracenou com a jovem Catherine Deneuve em produções francesas. Na mesma época participou da superprodução de Samuel Bronston, rodada na Espanha, "A Queda do Império Romano" contracenando com Sophia Loren e esteve em um raro papel cômico na Warner, "Médica, Bonita e Solteira" uma deliciosa comédia que antecipa os dilemas de séries como "Sex and the City". Mel dividiu os créditos desta película com Tony Curtis,Natalie Wood,Henry Fonda e Lauren Bacall. O filme foi uma das dez maiores bilheterias de 1964. Mas nem o imenso sucesso foi suficiente para Mel diminuir o ritmo ao mesmo tempo que a relação com Audrey terminava. Nos anos seguintes atuou na televisão como convidado especial de séries como "Columbo" e em minisséries. No cinema esteve em produções européias como "Lili Marlene" de Rainer Fassbinder. Fica a lembrança de um ator correto, um diretor que buscava temas incomuns e um produtor em sintonia como o gosto do público. Mel, faz parte de uma época em que ir ao cinema era um evento, quando um dos heróis deste período nos deixa fica sempre a gratidão por ter nos proporcionado tanta alegria. E estes heróis são eternos.

terça-feira, 3 de junho de 2008

Kim Novak

Kim Novak até hoje é lembrada por suas performances em clássicos do cinema americano da década de cinquenta. Ex-modelo, foi contratada pela Columbia para substituir Rita Hayworth que dava problemas. Kim também foi uma das muitas atrizes loiras que competiam com Marilyn Monroe, mas a maior rival era Jayne Mansfield. Estreou numa ponta em "Um Romance em Paris" e seus papeís nessa fase eram pequenos e decorativos. A sorte mudou quando Otto Preminger a chamou para interpretar a personagem boa,amiga do viciado em "O Homem do Braço de Ouro", o filme foi um grande sucesso. No mesmo ano estrelou o clássico "Férias de Amor" com William Holden, ao som de "Moonglow" dançando ao lado de Holden entrou para o imaginário de toda uma geração. Neste período estrela outros hits como: "Meus Dois Carinhos" , em que contracena com a rival Rita Hayworth e Frank Sinatra, e "Sortilégio de Amor" dirigido por seu namorado na época, o subestimado Richard Quine. Todavia, o filme em que Kim é mais lembrada é "Um Corpo Que Cai" em papel originalmente de Vera Miles que engravidou e não pode fazer a película. Suas cenas com um James Stewart perturbado pela região de São Francisco são puro deleite proporcionados pelo mestre Alfred Hitchcock. Na década de sessenta com crise financeira dos estúdios e a morte de Harry Cohn, chefão de Columbia, a carreira de Kim foi afetada e o estrelato dela diminuiu. Kim então passou a trabalhar em telefilmes e minisséries, obteve raros sucessos como "Malibu".
Esteve ativa até o início dos anos 90 alternando trabalhos entre cinema e televisão. Na tela grande ainda se destacou no elenco estrelar de "A Maldição do Espelho" contracenando com Rock Hudson,Elizabeth Taylor e Tony Curtis. Kim, vive em um rancho na Califórnia,e desde 1976 é casada com o veterinário Robert Malloy. Esta reclusão só se altera na ocasião de relançamentos ou retrospectivas de seus filmes. Um descanso merecido para quem será sempre lembrada com carinho por seus fãs por ao longo de 37 anos de cinema,ter proporcionado momentos inesqueciveís.